26 de abr de 2018

7. lie or truth


— Seu terno está grande demais — comentou Demi, puxando as mangas, cujo comprimento passava dos meus dedos. A margarida que dei a ela estava atrás de sua orelha esquerda desde que saímos do recital.
— É do Nicholas — expliquei. — Ele me emprestou quando percebi que o mala sem alça não viria.
— Ele está gigante em você. Mas ainda assim ficou bonito. Nunca te vi tão bem-vestido antes. Gostou do recital? Não foi meu melhor desempenho.
— Foi perfeito.
— Obrigada, Joseph. Acho que deveríamos fazer algo divertido hoje. Você não acha? Acho que deveríamos fazer.... não sei... algo muito louco!
Ela falava sem parar, era muito boa nisso. Rodopiava, sorria e falava, falava e sorria.
Mas eu não a ouvia direito, pois minha cabeça estava em outro lugar.
Queria apenas continuar dizendo a Demi o quanto ela foi incrível no recital, como ela se saiu melhor do que todos os outros que se apresentaram. Como ela fez eu me sentir vivo penas com o toque de seus dedos nas teclas do piano. Como não consegui tirar os olhos dela.
Como não queria soltá-la daquele abraço nunca mais. Como eu pensava nela quando estava fazendo coisas aleatórias, tipo escovando os dentes, penteando o cabelo ou procurando meias limpas. Queria dizer tudo o que eu estava pensando, porque ela estava em todos os meus pensamentos.
Queria dizer o que sentia por ela. Que estava me apaixonando por ela. Que amava seu cabelo desgrenhado e sua boca sempre falante.
Eu queria...
— Joseph... — sussurrou Demi na calçada.
Minhas mãos, de alguma forma, tocavam a parte inferior de suas costas e a traziam para perto de mim. Minha respiração pairava a poucos centímetros dos lábios de Demi. Sua expiração quente misturava-se com minha respiração ofegante, nossos corpos tremiam nos braços um do outro.
— O que você está fazendo? — perguntou ela.
O que eu estava fazendo? Por que nossos lábios quase se tocavam? Por que nossos corpos estavam tão próximos? Por que eu não conseguia tirar os olhos dela? Por que eu estava me apaixonando pela minha melhor amiga?
— Você quer que eu minta ou que fale a verdade?
— Minta — sussurrou Demi.
— Estou ajeitando a flor no seu cabelo. — coloquei um de seus cachos atrás da orelha. — Agora me pergunte de novo.
— O que você está fazendo? — repetiu ela quando eu me aproximei ainda mais, sentindo as palavras tocarem meus lábios.
— Mentira ou verdade?
— Verdade.
— Não consigo parar de pensar em você. O tempo todo. Você está na minha cabeça de manhã, de tarde e de noite. Não consigo parar de pensar em te beijar. Não consigo parar de pensar em te beijar bem devagar. Mas tem que ser bem devagar, porque assim o beijo vai durar mais tempo. E eu quero que dure.
— Essa é a verdade? — perguntou Demi suavemente, os olhos fixos em meus lábios, arfante.
— Sim, é a verdade, mas, se você não quiser que eu te beije, não vou fazer isso. Se você quiser que eu minta, vou mentir.
Seus olhos encontraram os meus, e suas mãos se apoiaram em meu peito. Meu coração batia na ponta de seus dedos. Ela mordeu o lábio inferior e sorriu de leve.
— Você é o meu melhor amigo — sussurrou Demi, puxando para baixo seu vestido de bolinhas. — Você é a primeira pessoa em quem eu penso quando acordo. Sinto sua falta  Joseph. E, para ser sincera, quero que você me beije. Não só uma, mas muitas vezes.
Nós nos abraçamos, e eu senti o nervosismo dela.
— Nervosa? — perguntei.
— Sim, nervosa.
Foi estranho, mas, ao mesmo tempo, foi exatamente como eu imaginava. Como se fôssemos feitos um para o outro.
Dei de ombros.
Ela deu de ombros.
Eu ri.
Ela riu.
Entreabri meus lábios.
Ela entreabriu os lábios.
Eu me inclinei na direção dela.
Ela se inclinou na minha direção.
E minha vida mudou para sempre.
Minhas mãos pressionaram suas costas. Ela me beijava com mais intensidade a cada segundo, como se ainda tentasse decidir se aquilo era real ou não.
Era real?
Talvez minha mente perturbada estivesse apenas imaginando coisas. Talvez, na realidade, eu estivesse apenas sonhando. Talvez Demi Lovato nunca tivesse existido e fosse apenas uma criação da minha mente para me ajudar a viver meus dias de merda.
Mas então por que parecia tão real?
Afastamos nossos lábios por uma fração de segundo. Nós olhamos um para o outro, como se estivéssemos avaliando se deveríamos continuar com aquele sonho ou se seria melhor pararmos antes que aquilo estragasse nossa amizade.
Demi passou as mãos pelo meu cabelo.
— Por favor — sussurrou.
Meus lábios roçaram os dela, e seus olhos se fecharam antes de nossas bocas se unirem novamente. As mãos de Demi me puxaram para mais perto, e sua língua se esgueirou entre meus lábios. Retribuí o beijo com ainda mais intensidade. Nós nos apoiamos na parede do prédio mais próximo, as costas de Demi indo de encontro às pedras frias. Eu a desejava mais do que algum dia ela poderia me desejar. Nosso beijo se tornou mais febril, nossas línguas se encontravam, minha mente me enganava com a falsa promessa de que eu sentiria Demi para sempre junto ao meu corpo.
Eu não estava fazendo isso, seus lábios, os mesmos lábios que eu tinha imaginado nos meus por tanto tempo, os mesmos lábios que sempre davam sorrisos que iluminavam meus dias, agora me beijavam.
Beijei minha melhor amiga, e ela me beijou.
Demi me beijou como se realmente quisesse aquilo, e eu a beijei como se ela fosse tudo o que eu tinha no mundo.
E ela era.
Ela era o meu mundo.
Quando nos separamos novamente, estávamos ofegantes.
Dei um passo para trás. Estávamos trêmulos, e era como se não soubéssemos o que fazer a seguir.
Dei de ombros.
Ela deu de ombros.
Eu ri.
Ela riu.
Entreabri meus lábios.
Ela entreabriu os lábios.
Eu me inclinei na direção dela.
Ela se inclinou na minha direção.
E começamos tudo de novo.

amores, me desculpem pela a demora para postar mas minha vida anda corrida.
finalmente teve o beijo deles e que beijo hein, o que acharam?
agora só vem amor pela a frente e uma treta está bem próxima de acontecer.
eu espero muito que vocês tenham gostado amores.
me digam o que acharam e comentem aqui embaixo.
respostas do capítulo anterior aqui.